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Autor nasceu em Agadão, concelho de Águeda.

É licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exercendo aí a sua profissão de advogado.

Tudo o resto está contido nos sonhos, esses, sim, perenes e que impelem à busca.


Pela Mão de Aristides de Sousa Mendes" perpassam as odisseias de alguns de muitos milhares de judeus fugitivos dos campos de extermínio do terceiro Reich, graças à heróica e destemida intervenção do Cônsul Português.

Daniel Chatman, jovem pintor judeu, fixou na tela "o Navio dos Loucos", o trágico destino dos homens, que as fantásticas pinturas de Hieronymus Bosch, já deixavam, de algum modo, antever.

Neste romance não poderia deixar de estar presente Sara, a menina órfã, que surge como um exemplo, luminoso do triunfo do amor, sobre o ódio e o terror.

Também tocante pela sua simplicidade, Lau, outra personagem, vive num mundo construído pela magia dos seus berlindes, das formigas e das seis músicas que toca, invariavelmente, no seu oboé, durante cada um dos seis dias da semana. Passa por terríveis acontecimentos, como se eles nunca tivessem existido, conseguido de forma nobre e pura, revelar a sublime dimensão  do divino.

Aristides de Sousa Mendes morreu na miséria. A sua casa, o Passal, em Cabanas de Viriato, está em ruínas, como se um, tivesse anunciado o destino do outro.

Talvez o Cristo descarnado e agonizante que se perfila em frente do Passal mais não seja, do que o retrato fiel de um homem abandonado, que foi a enterrar embrulhado num humilde hábito de burel dos Franciscanos.

E no entanto, pela sua mão, salvaram-se tantas vidas!

Com o romance “Pela Mão de Aristides de Sousa Mendes" o autor pretende descrever as vidas de alguns dos muitos milhares de judeus que conseguiram fugir dos campos de concentração e dos fogos crematórios do terceiro Reich, graças à heróica e destemida intervenção do Cônsul Português.

Em o Navio dos Loucos, é visível a barbárie e o destino dos homens que as pinturas de Hieronymus Bosch já, de certo modo, antecipavam.

São esses pedaços de vida que o livro tenta descrever.

Um desses personagens, Lau, consegue passar por todos esses terríveis acontecimento como se nunca tivessem existido.

Preocupavam-no apenas os berlindes, as formigas e as 6 músicas que tocava invariavelmente, no seu oboé, durante os 6 dias da semana. Aos sábados, descansava.

O Cônsul acabou em desgraça. A sua casa, o Passal em Cabanas de Viriato, está em ruínas.

Talvez o Cristo descarnado e agonizante que se perfila em frente do Passal mais não seja do que o retrato fiel de um homem que morreu abandonado e embrulhado num hábito de burel dos Franciscanos.

E no entanto pela sua mão salvaram-se mais de 30.000 pessoas... 

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